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Emacs - Dicas e Como Começar
Há alguns meses, resolvi que aprenderia a utilizar alguma outra IDE diferente do Eclipse. Como muitos programadores imersos no mundo Java, eu estava encantado com Ruby e Ruby on Rails e a tendência natural nesta comunidade é utilizar o excelente Textmate. Paguei a licença de 1 ano pra macromates mas não estava confortável porque sabia que no próximo ano teria que desembolsar outros USD 60 ou piratear o software. Minha saída foi buscar alternativas gratuitas. Cheguei a brincar com o VIM por 2 dias e achei fantástico. Entretanto, estava lendo o SICP e uma velha vontade de conhecer o mítico Emacs não me deixava em paz. Resolvi atender minha vontade e dar uma espiada nele. Fiquei apaixonado pelas possibilidades de customização e criação de funcionalidades que esta fantástica ferramenta proporciona, por elisp e também pela produtividade que você ganha quando aprende a se virar sem o mouse.
O Começo
Comecei assistindo ao “Meet Emacs” da PeepCode. Ali aprendi rapidamente o básico e usei como configuração o emacs-starter-kit. Não demorei muito pra querer customizar algumas coisas e, depois de apanhar bastante por conta da bagunça do starter-kit, tomei a decisão de começar o meu projeto de configuração do zero, pegando do starter-kit somente aquilo que me interessava. Foi uma bela diversão. Gastei alguns dias brincando com elisp e terminei com todas as customizações que queria mas com um projeto também bagunçado.
Analisando em retrospectiva, acho que esse seja um bom caminho pra aprender e começar a mexer no Emacs:
- Copie as configurações de alguém que você conheça ou acompanhe
- Use uma colinha pra não ficar travado. Eu gosto bastante desta aqui
- Use por um tempo até ter uma pequena lista das coisas que você quer mudar
- Pegue um item por vez e customize à sua maneira
- Crie um projeto com as suas configurações
As Minhas Configurações
Como disse anteriormente, cheguei a ter as minhas configurações guardadas num projeto bem bagunçado. Toda vez que precisava customizar ou adicionar um novo plugin ficava um pouco perdido e, às vezes, outra coisa parava de funcionar. Programador nenhum consegue viver com isso, então resolvi fazer uma grande refatoração no meu projeto (você pode acompanhar os meus commits e ver que na verdade foi uma reescrita).
Hoje, estou satisfeito como meu projeto. Ele está organizado, funcionando, elegante, tem a instalação automatizada e é extremamente fácil adicionar um plugin ou alterar alguma configuração. Se quiser utilizá-lo de alguma forma, o projeto está aqui:
Ano novo, novos e antigos planos
2009 está aí e nada melhor do que começar o ano com um planejamento bacana. Aí está o meu:
Créditos - Eu usei o FreeMind pra desenhar o meu mapa mental.
De Advogados e Open Source
Eu sou um programador. Talvez nenhuma outra categoria profissional se beneficie tanto do trabalho alheio quanto a nossa. Os benefícios a que me refiro não precisam ser tão claros e diretos como dar um pé no Windows e usar uma distribuição Linux totalmente grátis. Há outros, muito importantes embora não tão evidentes, como ter liberdade para usar linguagens e frameworks escritos por pessoas que resolvem compartilhar o seu trabalho com o mundo, sem cobrar por tudo o que fazem. Além de usar, nós podemos aprender porque muitos e excelentes programadores fazem software open source, ou seja, qualquer pessoa pode baixar o código escrito, aprimorá-lo, usá-lo e aprender com ele. Como se não bastasse, participamos de fóruns e nos organizamos em grupos para nos ajudar e trocar experiências.
Por considerar tudo isto de extremo valor para o crescimento das pessoas e também da nossa comunidade, às vezes penso no que os profissionais de outras áreas fazem ou poderiam fazer para se ajudar e aprender uns com os outros. Já pensou se algum bom advogado, depois de sair do seu escritório, tocasse um processo para reduzir 1/7 valor do IPVA dos veículos da cidade de São Paulo (já que somos proibidos de usar o carro em 1 dos 7 dias da semana, não seria justo pagarmos somente 6/7 do IPVA?) ou dar aos usuários do transporte público desta metrópole maluca o direito de não pagar para se amassar num ônibus lotado (eu não acho justo pagar para andar em linhas completamente lotadas, em carros sujos, com motoristas loucos e, às vezes, ainda ter que esperar por uma destas latas de sardinha por quase 1 hora).
Sou realmente leigo nesta matéria de leis e talvez seja uma idéia absurda ou impraticável, mas se eu fosse um advogado gostaria de ter um projeto destes. Me sentiria orgulhoso de ganhar um processo, oferecer esta jurisprudência a outras pessoas, praticar e aprender coisas referentes a minha profissão e ainda poder compartilhar com os meus pares todos os detalhes do meu trabalho. Será que existe alguma desvantagem em ser um “advogado open source”?
Vamos traduzir os Rails Guides?
Estava consultando as novidades no meu leitor RSS quando vi um post no blog do Cássio Marques. Ele estava fazendo uma chamada para traduzir os “Rails Guides”. Como eu não conhecia os guias, resolvi dar uma olhada e, pelo pouco que vi, achei o material muito bom. Fiquei empolgado com a iniciativa e resolvi ajudar. Comecei anteontem a contribuir com a tradução do “Getting Started With Rails”.
Você pode estar se perguntando “mas por que você vai traduzir um material para um público que tem obrigação de saber inglês?” Ora, simplesmente porque eu estou estudando a dupla Ruby/Rails e também porque tem gente na nossa área que realmente não sabe inglês suficiente para ler os guias. Embora acredite que para nós programadores o domínio desta língua é fundamental, entendo que muita gente talentosa nunca teve acesso ao ensino decente de inglês na escola ou em cursos particulares. Se é bom para mim e pode ser útil para todos, por que não fazer?
Se interessou? Quer ajudar? Vá ao post do Cássio e encontre mais informações:
